terça-feira, 26 de janeiro de 2010

A Igreja Perseguida no Laos

Localizado no Sudeste Asiático, o Laos é caracterizado por seu terreno extremamente montanhoso, apresentando poucas planícies e planaltos.

A fronteira norte do país faz parte da região conhecida como Triângulo Dourado (Mianmar, Laos e Tailândia), de onde sai grande parte da heroína consumida no mundo.



População
Mais de um terço (41%) dos laosianos tem idade inferior a 15 anos.
A maioria da população habita pequenos vilarejos rurais.
Há muitos grupos étnicos no país, mas eles se dividem em três grandes grupos: os laosianos da planície (68% da população); os laosianos do planalto (22%), e os laosianos das montanhas (9%). São faladas 82 línguas no país.
O budismo da escola theravada é a principal religião do país. Por ser considerado parte da vida da população, o budismo tem mais liberdade do que outras religiões nesse país comunista.
O Laos tem o 23º maior índice de mortalidade infantil do mundo. Acredita-se que 69% das crianças laosianas carecem de atendimento básico de saúde.


História
Em 1975, o Partido Comunista do Laos assumiu o controle, encerrando seis séculos de regime monárquico. Ele instituiu um regime socialista estrito alinhado ao do Vietnã. Seu sistema legal é baseado nos costumes tradicionais, na lei francesa, na prática socialista e na ausência de qualquer liberdade política. Mas, desde 1986, o país tem se aberto para investidores estrangeiros e iniciativas privadas.
O país continua a ter infra-estrutura subdesenvolvida, em particular nas áreas rurais. Não há estradas de ferro, seu sistema rodoviário é rudimentar, e as telecomunicações são limitadas. A agricultura garante 40% do Produto Interno Bruto do país e emprega 80% dos trabalhadores.
O Laos é um grande produtor de ópio, matéria-prima da heroína, mas a produção tem caído nos últimos anos.


A Igrejavoltar ao topo
Os missionários católicos chegaram ao Laos no século XVII. Em 1902, comunidades na Suíça enviaram uma missão ao sul do Laos, onde plantaram igrejas, começaram uma escola bíblica, e traduziram a Bíblia para o idioma laosiano. Em 1928, a pequena missão convidou a Aliança Missionária Cristã (AMC) para enviar missionários ao norte do país.
A entrada do comunismo em 1975 obrigou todos os missionários a deixarem o Laos. A AMC, entretanto, continuou a trabalhar no norte, e a missão suíça no sul. A população cristã naquela época era de dez mil pessoas. Depois do comunismo, mais de 50% abandonou o país.
Há aproximadamente 250 congregações protestantes no país. São reconhecidos apenas três grupos cristãos - a Igreja Evangélica Laosiana, os Adventistas do Sétimo Dia e os Católicos Romanos.
Embora não haja um número definido de cristãos, a maior parte dos estudiosos afirma haver de 100 a 120 mil evangélicos no país.
O maior grupo cristão é da tribo khmu (entre os laosianos do planalto), compondo 50% dos evangélicos. O resto está entre os hmong, bru, lao (entre os laosianos das montanhas). A maioria das igrejas está na zona rural. De fato, só três igrejas protestantes estão localizadas em cidades.
A taxa de crescimento estimada é de dois mil convertidos por ano. Sabe-se que há cristãos em 11 das 16 províncias.


A perseguição voltar ao topo
Apesar de a Constituição laosiana conter princípios favoráveis à liberdade religiosa, o governo continua a restringir essa liberdade, forçando cristãos a renunciar a sua fé, aprisionando-os e fechando seminários.
Ainda vigoram proibições relativas à evangelização pública, à construção de igrejas e a ligações com organizações estrangeiras. Reuniões religiosas sem o devido consentimento das autoridades comunistas são proibidas e todos os grupos religiosos devem ser aprovados pelo crivo de uma organização controlada pelo Partido Revolucionário do Povo do Laos. Monges budistas têm reivindicado restrições ainda maiores à atividade cristã, e o governo tem apoiado esforços para levar cristãos a renunciar sua fé em favor do budismo.
Tem aumentado a perseguição contra os convertidos hmongs, que são normalmente considerados rebeldes contra o Estado. Desde novembro de 2006, 52 famílias hmongs foram presas. Destas, 27 pessoas ainda estão presas, e sete famílias fugiram. Em julho de 2007, 13 crentes hmongs foram assassinados.
Há algumas atitudes positivas. Ao longo dos dois últimos anos, a maior parte das igrejas que estavam fechadas foi reaberta. O governo central tomou medidas para educar as autoridades das provinciais na implementação das leis religiosas. Esse desenvolvimento conteve a perseguição em algumas áreas remotas.
Em outubro de 2008, foram libertados três prisioneiros cristãos da Província de Savannakhet, após várias semanas de detenção.
O pastor Sompong Supatto, 32, e dois outros cristãos, Boot Chanthaleuxay, 18, e Khamvan Chanthaleuxay, também 18, foram libertados contra a vontade do chefe da vila, que ameaçou dar pena perpétua a Supatto em uma prisão de segurança-máxima.
Supatto e outros quatro outros cristãos foram presos em julho de 2008. A polícia invadiu a igreja em que eles estavam reunidos e ordenou que 63 presentes parassem o culto, senão seriam presos por "acreditar e louvar a Deus".


Motivos de oraçãovoltar ao topo
1. Os cristãos sofrem com o impacto do comércio de drogas. As drogas constituem um grande problema para o Laos. Ore para que os cristãos laosianos sejam capazes de resistir às tentações associadas ao tráfico de drogas e para que sejam sustentados e protegidos em suas posições contrárias a esse comércio. Ore também para que os chefes do tráfico se convertam e abandonem essa atividade criminosa.
2. Os cristãos sofrem perseguição governamental. Ore pedindo que o governo garanta aos cristãos a liberdade religiosa prescrita na constituição e nas leis reconhecidas internacionalmente. Ore também pela libertação dos cristãos que estão presos e pela construção de novas igrejas.
3. Os cristãos têm oportunidades para evangelizar. Apesar das restrições, há muitas oportunidades de evangelização. Ore para que os cristãos testemunhem sua fé com ousadia e prossigam implantando novas igrejas. Especialmente, ore pela conversão de líderes do governo a fim de que uma grande mudança possa ocorrer no país.
4. Os cristãos são alvo de perseguição dos budistas. Peça a Deus para que o evangelho seja pregado entre os monges budistas e que a escuridão espiritual do budismo seja dissipada com a luz do evangelho.
5. Grupos minoritários são ainda mais perseguidos. Muitos cristãos que fazem parte das minorias têm sido intensamente pressionados a renunciar à sua fé. Ore para que esses cristãos permaneçam firmes e dêem um grande testemunho.

fonte: www.portasabertas.org.br

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Paul Washer - Não Conhecemos o Evangelho de Jesus Cristo