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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Cristianismo não é Moralismo

A maioria dos não cristãos julgam que a essencia do cristianismo é a sua moralidade e que a pregação cristã é basicamente moralista.
Entretanto, esta visão, embora justificada pelo comportamento de muitos cristãos, é completamente equivocada. Jesus jamais foi moralista, ao contrário, repreendeu veementemente os moralistas de sua época. Jesus confrontou os fariseus e seu legalismo hipócrita, pois não havia neles um coração realmente reto e temente a Deus, mas apenas uma aparência de piedade.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Consumo Emocional

Edward Louis Bernays, referido no seu obituário como o "pai das relações públicas", foi um pioneiro austríaco-americano no campo das relações públicas e da propaganda. Ele combinou as ideias de Gustave Le Bon e Trotter Wilfred sobre psicologia coletiva, com a visão da alma humana de seu tio, Sigmund Freud.
Inspirado pela propaganda de guerra norte-americana, Bernays defendia a necessidade do controle, pelas classes dominantes, da psicologia coletiva, que ele via como potencialmente ameaçadora e irracional; sujeita a um "instinto de rebanho", conforme Trotter havia descrito. Bernays é considerado o criador dos atuais fundamentos das relações públicas e foi nomeado um dos 100 americanos mais influentes do século 20 pela revista Life.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

A culpa de todos nós

O JORNAL DA ORLA edição de 30,31 de julho de 2011 traz um artigo sobre o sentimento de culpa com as seguintes considerações: Conflitos com filhos, pais e outros familiares, separações de casais, atitudes intempestivos, desejos frustrados, cobrança exageradas, decisões equivocadas... Haja motivo par tanta culpa, este sentimento que atormenta faz sofrer, escraviza. Há quem passe a vida errado e se culpando; outros sendo vítimas dos erros dos outros, e culpando-os; e têm aqueles que culpam terceiros para justificar seus próprios erros. A culpa pode ser provocada pela religião, morte, manipulação, crítica, acusações, rigidez, julgamento, superproteção, dependência, prazer, expectativa, comparações e até felicidade (tem quem se sinta culpado quando está tudo bem).”

PR. NATANAEL: Como deve um Cristão lidar com sentimentos de culpa em relação a pecados cometidos, quer tenham sido antes ou depois da salvação?"

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Não quero ser misericordioso só comigo!

A partir de hoje, com a ajuda de Deus, vou ser tão misericordioso com os outros como tenho sido comigo mesmo. Todos temos a mesma natureza pecaminosa. Todos carregamos a mesma bagagem pecaminosa. Deixarei de condenar os outros e perdoar a mim mesmo. Porei um fim nessa tendência de buscar atenuantes para o meu pecado e agravantes para o pecado alheio. Farei isso não para diminuir o peso do meu pecado ou o peso do pecado do outro. Colocarei o dedo em riste para ele e para mim. Enaltecerei a graça de Deus para mim e para ele. Afinal, os dois salmos exatamente iguais (Salmos 14 e 53) dizem: “Todos se extraviaram e juntamente se corromperam”.

Devo essa mudança não só à Palavra e não só ao Espírito. Tenho lido alguns depoimentos que me abriram os olhos. Sêneca, contemporâneo de Jesus e conselheiro de Nero, dizia que todos somos perversos: “O que um reprova no outro, ele o achará em seu próprio peito, [pois] vivemos entre perversos, sendo nós mesmos perversos”. O moralista inglês Samuel Johnson, autor de “A Vaidade dos Desejos Humanos” (1749), explicou que “cada qual sabe de si mesmo o que ele não ousa contar ao seu mais íntimo amigo”.

Uma das declarações mais enfáticas sobre o assunto é da lavra do escritor americano William Saroyan: “O homem mau deve ser perdoado todos os dias. Deve ser amado porque alguma coisa de cada um de nós está no pior homem do mundo e alguma coisa dele está em cada um de nós. Ele e nós somos ele. Nenhum de nós é separado de qualquer outro. A prece do camponês é minha prece; o crime do assassino é o meu crime”.

O médico francês Maurice Fleury confessa: “Depois de percorrer todos os escaninhos da alma humana, cheguei a uma conclusão: tenhamos piedade uns dos outros”. Já o escritor sérvio Vidosav Stevanovic faz bem em lembrar que “o mal, como o bem, faz parte da condição humana. [Portanto], antes de combater o mal nos demais, cada um deve combatê-lo no interior de si mesmo”.

O esforço que estou resolvido a fazer de hoje em diante é uma consequência natural daquele conselho de Jesus de remover primeiro a viga que está em meu próprio olho para, depois, remover o pequeno cisco que está no olho dos outros (Mt 7.1-5). Já que preciso de mais misericórdia do que quem tem o cisco, por que perder a paciência com o próximo? Por que cobrar mais dele do que de mim? Por que não perdoar, se eu fui perdoado? Que o Senhor me ajude!


fonte: http://www.ultimato.com.br/

terça-feira, 9 de novembro de 2010

dizimo, administrando com sabedoria

Entre tanta desconfiança dos fiéis com a igreja em relação a administração do dizimo, constatamos em algumas igrejas a falta de preparo dos lideres com os gastos, que não prioriza a necessidade da igreja e nem mesmo sua responsabilidade com missões.

Quando olhamos para essas igrejas deparamos com situações onde as crianças não tem um apoio, nem mesmo um departamento onde possa trabalha com elas, o investimento com o material didatico é quase nada, as tias não tem o preparo devido, com muito esforço labutam para dar o melhor, essas crianças vão para a igreja passam despercebidas quando chega na juventude não tem um carater cristão formado, fica vulnéraveis ao ataque do mundo.

Na área social é outro ponto que precisa de uma atenção maior, a igreja do século 21 ela tem que investir na sua área social, Jesus Cristo nos evangelhos ele menciona a tarefa dos irmãos  ajudar uns aos outros, no começo da igreja primitiva os apóstolos priorizaram essa tarefa social ajudando as viúvas os órfãos os necessitados, temos que levar a palavra do Senhor junto com ela tentar fazer nossa parte com obras para sermos o sal da terra, a luz do mundo e que esse mundo possa ver que a igreja estar transmitindo e colocando em pratica os ensinos do Senhor.

Como ouvirão se não há quem pregue, certo feita Jesus em  um dos seus evangelhos ele relata "que o campo é grande mais poucos são os ceifeiros". fico há pensar se a falta de ceifeiros, a causa é por ter poucos obreiros com desejo de ir ao campo, ou por que tem obreiros mas não tem preparo e não tem quem envie. certo dia estava na congregação o irmão me falava que tinha um desejo muito grande de ir ao campo, ele relatava sua situação já a muito tempo estava na denominação, tinha falado com os pastores que tinha este desejo de ir ao campo, mas não teve resposta. esse exemplo é a situação de  várias pessoas que tem a chama de missões em seus corações,mas não tem o preparo não tem quem envie. existe realmente essa negligência da igreja com relações a missões e com o evangelismo. "como ouvirão se não há que envie"
autor: paulo de tarso


que este vídeo venha a trazer uma reflexão a todos os administradores da igreja,que possa,  para e pensar na prioridade da igreja e sua missão que é de levar a palavra de Deus até os confins da terra.


terça-feira, 2 de novembro de 2010

Judas e a sacolinha

Judas, o único dos doze apóstolos que não era galileu, pois havia nascido em Queriote, no sul da Judeia, “era quem tomava conta da bolsa de dinheiro”. João registra essa informação duas vezes (Jo 12.6; 13.29). Poderia ser uma pequena e bonita caixa de madeira ou uma modesta sacolinha de pano de saco ou de linho. Nela colocavam-se as contribuições em dinheiro ofertadas pelas piedosas e agradecidas mulheres da Galileia (Lc 8.1-3) e outras eventuais receitas. Essas ofertas ajudavam Jesus e os apóstolos em seu ministério itinerante. Por causa da fraqueza pelo dinheiro, Judas era a pessoa menos indicada para exercer tal função.


Não se deve pensar que o primeiro assalto à sacolinha seria o furto de alguns ou de todos os trezentos denários do perfume de Maria. João diz que Judas “‘costumava’ tirar o que nela [na sacolinha] era colocado” (Jo 12.6, NVI). A paráfrase da Bíblia Viva é mais contundente: “[Ele] “muitas vezes” furtava dinheiro de lá”.
Jesus sabia que Judas era ladrão, mas nunca revelou isso a qualquer pessoa. Poucas horas antes de ser traído, Jesus mostrou quem o haveria de trair, dando a Judas um pedaço de pão passado no molho (Jo 13.26). João e os demais discípulos só ficaram sabendo que o Iscariotes retirava o dinheiro sagrado da sacolinha sagrada algum tempo depois de um vexame que ele causou em Betânia.

Em menos de uma semana, Judas participou de dois jantares na companhia de Jesus e de outras pessoas. Não se comportou bem em nenhum dos dois. Escondeu a verdadeira identidade tanto na casa acolhedora de Maria, Marta e Lázaro, como na grande sala mobiliada no andar de cima de uma casa em Jerusalém. Na primeira ocasião, escondeu que era ladrão e se apresentou como alguém preocupado com o sofrimento humano. Na segunda, escondeu o acordo já feito com os chefes dos sacerdotes e perguntou cinicamente a Jesus: “Mestre, serei eu [o traidor]?” (Mt 26.25). Ele foi descendo de graça em graça e escancarando as portas para o mal de tal modo que ficou endiabrado. João faz duas declarações sérias a esse respeito. Primeiro, diz que “o Diabo já havia posto na cabeça de Judas, filho de Simão Iscariotes, a ideia de trair Jesus” (Jo 13.2, NTLH). Pouco depois, registra que, “assim que Judas recebeu o pão [não o da Santa Ceia, mas o que havia sido passado no molho], Satanás entrou nele” (Jo 13.27, NTLH). Anteriormente, o tentador pôs a ideia dentro de Judas; agora, ele mesmo se põe dentro do apóstolo traidor. O ex-discípulo, ex-apóstolo e ex-tesoureiro não tem mais controle de nada.
Desde quando a ideia macabra, o projeto ou o plano macabro estava na cabeça de Judas? Desde quando ele ficou sabendo que os chefes dos sacerdotes estavam fazendo planos para matar Jesus logo após a ressurreição de Lázaro (Jo 11.53)? Desde o fracasso de sua proposta de vender o perfume de trezentos denários?

Antes de Judas se retirar da sala espaçosa e aconchegante para se encontrar com os guardas do Sinédrio e levá-los a Jesus no Getsêmani, o Senhor declarou: “Vocês todos estão limpos”, e em seguida completou: “Todos menos um” (Jo 13.10, NTLH). Judas ouviu isso.
Não era preciso explicar nada, mas João achou por bem acrescentar: “Jesus sabia quem era o traidor. Foi por isso que disse: ‘Todos menos um’” (Jo 13.11, NTLH).

No dia seguinte, o homem com a sacolinha vazia estava dependurado à beira de um precipício numa corda amarrada pelo pescoço. Uma corda tão ordinária que não aguentou o peso do suicida e se partiu.
É melhor tomar todo cuidado com a tentação do dinheiro, sobretudo com a sacolinha sagrada na qual se lança dinheiro sagrado!



fonte: http://www.ultimato.com.br

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

O impossível torna-se possível

Existem o fácil e o difícil, o mais fácil e o mais difícil, o possível e o impossível. Todavia o difícil pode se tornar fácil, o impossível pode se tornar possível. Quando Jesus disse: “É mais difícil um rico entrar no Reino de Deus do que um camelo passar pelo fundo de uma agulha” (Lc 18.25, NTLH), o Senhor não estava dizendo que a salvação daquele jovem rico era literalmente impossível, pois “o que é impossível para os homens é possível para Deus” (Lc 18.27). Jesus mesmo ensinou que a fé no poder e na misericórdia de Deus, mesmo que pequena como o grão de mostarda, pode remover montanhas tão altas como o monte Hermon (Mt 17.20). A palavra “impossível” pertence ao vocabulário humano e nunca é pronunciada no céu.


Existem o fácil e o difícil, o mais fácil e o mais difícil, o possível e o impossível. Todavia o difícil pode se tornar fácil, o impossível pode se tornar possível. Quando Jesus disse: “É mais difícil um rico entrar no Reino de Deus do que um camelo passar pelo fundo de uma agulha” (Lc 18.25, NTLH), o Senhor não estava dizendo que a salvação daquele jovem rico era literalmente impossível, pois “o que é impossível para os homens é possível para Deus” (Lc 18.27). Jesus mesmo ensinou que a fé no poder e na misericórdia de Deus, mesmo que pequena como o grão de mostarda, pode remover montanhas tão altas como o monte Hermon (Mt 17.20). A palavra “impossível” pertence ao vocabulário humano e nunca é pronunciada no céu.


Desde o primeiro compêndio da história do cristianismo até hoje, milhares de indivíduos conhecidos por seus vícios e mazelas tornaram-se conhecidos por sua vida cristã. Ao 17 anos, o profano Agostinho já tinha uma amante; quinze anos depois passou pela experiência da conversão, satisfez sua sede e fome de Deus, e tornou-se o santo Agostinho.


É preciso diferenciar a santificação da conversão. Esta é a porta de entrada da vida cristã. Marca o início do comprometimento pessoal com Jesus Cristo, quando ocorre uma profunda transformação de fé e de caráter, operada pela graça de Deus e pelo poder do Espírito Santo. Já a santificação é o processo contínuo e progressivo da vitória do convertido sobre suas tendências pecaminosas, sobre suas dificuldades pessoais, sobre a ditadura do eu, que precisa ser crucificado o tempo todo. Diz respeito também ao nível cada vez maior de conhecimento e comunhão com Deus e ao crescimento da fé, da submissão, do sentimento de dependência e da humildade. Não é um processo legalista e terrorista. Qualquer derrota pode ser admitida, confessada e perdoada, desde que tenha causado tristeza e arrependimento. A santificação bem-sucedida requer vigilância, devoção e obediência.


O Deus dos impossíveis que se manifestou na conversão é o mesmo que se manifesta na santificação. É também o mesmo que vai se manifestar na glorificação de todos os crentes por ocasião da parusia de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Naquele dia seremos semelhantes a ele (1Jo 3.2; Rm 8.29; 2Co 3.18)!


artigo extraido: http://www.ultimato.com.br/revista/artigos/325/o-impossivel-torna-se-possivel

terça-feira, 17 de agosto de 2010

O gadareno teria sido o primeiro missionário na Jordânia?

Gadara (hoje Um Queis) é uma cidade da Transjordânia, a dez quilômetros ao sudeste do mar da Galileia, na Palestina. Nos tempos de Jesus, havia ali um homem fora de si. Ele era muito estranho: não parava em casa, passava dias e noites nas cavernas e nos cemitérios, feria-se de propósito, gritava pelas estradas, tinha uma força capaz de arrebentar correntes de ferro, era violento e perigoso, andava nu e assustava todo mundo. Poderia ser um louco varrido, mas, no caso desse gadareno, o diagnóstico era outro. O rapaz estava de fato endemoninhado.

Os demônios são anjos caídos, espíritos maus (também chamados de imundos) a serviço de Satanás, capazes de entrar numa pessoa e dominá-la por completo, causando tormentos, doenças, deformidades físicas, convulsões e principalmente transtornos mentais. Eles são inimigos de Deus, mas não são ignorantes. Referem-se a Deus como o “Deus Altíssimo” (Mc 5.7; At 16.17) e a Jesus como o “santo de Deus” (Mc 1.24) ou o “Filho do Deus Altíssimo” (Mc 5.7). Eles chegam a falar dos dois temas contrários: a salvação (At 16.17) e o dia do juízo (Mt 8.29). Quando Jesus pisou em terra, depois da difícil travessia do mar da Galileia, o tal endemoninhado de Gadara foi ao seu encontro e o Senhor o curou. Pouco depois o rapaz “estava assentado aos pés de Jesus, vestido e em perfeito juízo” (Lc 8.35). O milagre provocou grande reboliço em toda a região e reações diferentes. Os envolvidos com aquele acontecimento fizeram pedidos diferentes e curiosos a Jesus. Os demônios pediram “com insistência” a Jesus que os transferisse do corpo daquele homem para os porcos que pastavam nas imediações. Os gadarenos pediram “com insistência” que Jesus saísse da terra deles. E o ex-endemoninhado pediu “com insistência” que Jesus o deixasse permanecer na companhia dele.

O pedido dos demônios foi atendido de pronto. A manada de porcos, “que era de cerca de dois mil, precipitou-se despenhadeiro abaixo, para dentro do mar, onde se afogaram” (Mc 5.13). O pedido dos gadarenos também foi atendido: “Jesus subiu no barco e foi embora” (Lc 8.37). Todavia, o pedido coletivo e unânime do povo daquela cidade é um dos mais estranhos de que se tem notícia! Em vez de pedir que Jesus fosse embora, eles deveriam ter realizado um culto de ação de graças a Deus pela cura daquele homem infeliz e perigoso. Eles deveriam ter levado outros doentes da região para serem também curados. Por trás do estranho pedido estava o dinheiro. Com a morte dos porcos, o prejuízo dos porqueiros e seus associados foi enorme (quase meio milhão de reais, caso os porcos estivessem no ponto de abate).

Mas o pedido do ex-endemoninhado não foi atendido. Jesus tinha outros planos para ele: “Volte para casa e conte aos seus parentes o que o Senhor lhe fez e como ele foi bom para você” (Mc 5.19). Naquele dia, Jesus e o homem curado se separaram e seguiram direções opostas: o Senhor atravessou o lago e foi para o oeste e o ex-endemoninhado seguiu não só para sua própria casa, mas também para a vasta região de Decápolis, no lado leste (Mc 5.20).

Entre as dez cidades que formavam a antiga Decápolis, cuja população em sua maioria era grega, estavam Gadara, Gerasa, Damasco e Filadélfia. Essa Filadélfia (não a Filadélfia da Ásia Menor) é hoje Amã, capital da Jordânia. Quem sabe o ex-endemoninhado de Gadara teria sido o primeiro missionário da atual Jordânia!

fonte:

Editora Ultimato - Caixa Postal 43 - 36570-000 - Viçosa-MG




quinta-feira, 15 de julho de 2010

"Eu era fariseu..."

O testemunho de conversão de Paulo ganha muito mais realce na Nova Tradução na Linguagem de Hoje: “Eu “era” fariseu... Eu “era” tão fanático, que persegui a Igreja” (Fp 3.5-6).

Lembrar a sua militância dentro do partido religioso e político dos fariseus foi um ato de extrema coragem de Paulo. Jesus denunciou essa seita judaica com grande veemência, principalmente num dos seus últimos discursos. No capítulo 23 de Mateus, ele os chama abertamente de hipócritas sete vezes. Os fariseus explicam a lei de Moisés, mas “não fazem o que ensinam” (v. 3). Amarram fardos pesados nas costas dos outros, mas não os ajudam “nem ao menos com um dedo a carregar esses fardos” (v. 4). Copiam e amarram na testa e nos braços trechos das Sagradas Escrituras só para serem notados pelos outros (v. 5). Adoram ser tratados com respeito e chamados de mestres nos espaços públicos (v. 7). Trancam a porta do reino do céu, não entram “nem deixam que entrem os que estão querendo entrar” (v. 13). Exploram as viúvas, roubam-lhes os bens e, “para disfarçarem, fazem longas orações” (v. 14). Atravessam os mares e viajam por todas as terras fazendo proselitismo e, quando alguém se converte, “tornam essa pessoa duas vezes mais merecedora do inferno” do que eles mesmos (v. 15). Ensinam uma porção de coisas inexatas, dão o dízimo até da erva-doce, “mas não obedecem aos mandamentos mais importantes da lei” (v. 23) e têm o vício de coar mosquitos e engolir um camelo (v. 24). O pior de tudo é que os fariseus fazem questão de lavar o copo e o prato só por fora, deixando dentro deles as coisas que “conseguiram pela violência e pela ganância” (v. 25). Ao dizer que os fariseus eram “como túmulos pintados de branco, que por fora parecem bonitos, mas por dentro estão cheios de ossos e podridão” (v. 27), Jesus poderia ter usado o dito popular “Por fora, bela viola; por dentro, pão bolorento” ou o seu correspondente “Por fora, muita farofa; por dentro, não tem miolo”.

Certamente, Paulo, nem mesmo antes da sua conversão, tinha essas características próprias dos fariseus. Porém viajava de cidade em cidade para desconverter os cristãos. Ele mesmo conta ao rei Agripa: “Durante muito tempo eu os castiguei em todas as sinagogas e os forcei a negar a sua fé. Tinha tanto ódio deles, que até fui a outras cidades para persegui-los” (At 26.11).

Não é fácil mudar de vida. Não é fácil deixar de lado estilos de vida herdados, ensinados, aprendidos, experimentados, adotados, vivenciados e arraigados por muitos anos. Também não é fácil livrar-se de certas dependências, como a dependência do álcool, da maconha, da cocaína, da pornografia. Não é nada fácil mudar de comportamento, do ódio para o amor, do egoísmo para o altruísmo, da soberba para a humanidade, do pão-durismo para a mão aberta. Não é nada fácil mudar de posição religiosa, do ceticismo para a fé, da indiferença para o fervor, da ignorância para as convicções, da irreverência para o temor do Senhor.

Todavia, além do exemplo de Paulo, a história bíblica e a história moderna estão cheias de mudanças reais e definitivas. No último instante de vida, um dos ladrões crucificados ao lado de Jesus deixou de escarnecer do Senhor (Mt 27.44) e passou para o lado dele (Lc 23.39-43). Paulo garante que muitos cristãos de Corinto, na Grécia, o elo entre Roma, a capital de império, e o Oriente, eram ex-adúlteros, ex-alcoolistas, ex-assaltantes, ex-fofoqueiros, ex-homossexuais ativos e passivos, ex-trapasseiros. Todos foram poderosamente alcançados pela graça especial de Deus, lavados, justificados e santificados em Cristo Jesus (1Co 6.9-11).

Ainda há esperança para homens e mulheres de qualquer lugar, de qualquer idade e de qualquer situação. Muitos ainda podem vir a declarar como Paulo: “Eu “era” fariseu... Eu “era” tão fanático, que persegui a Igreja”.

fonte: http://www.ultimato.com.br

quinta-feira, 20 de maio de 2010

11 perguntas feitas para o diabo

QUEM O CRIOU?
Lúcifer: Fui criado pelo próprio Deus, bem antes da existência do homem. [Ezequiel 28:15]

COMO VOCÊ ERA QUANDO FOI CRIADO?
Lúcifer: Vim à existência já na forma adulta e, como Adão, não tive infância. Eu era um símbolo de perfeição, cheio de sabedoria e formosura e minhas vestes foram preparadas com pedras preciosas. [Ezequiel 28:12,13]

ONDE VOCÊ MORAVA?
Lúcifer: No Jardim do Éden e caminhava no brilho das pedras preciosas do monte Santo de Deus. [Ezequiel 28:13]

QUAL ERA SUA FUNÇÃO NO REINO DE DEUS?
Lúcifer: Como querubim da guarda, ungido e estabelecido por Deus, minha função era guardar a Glória de Deus e conduzir os louvores dos anjos. Um terço deles estava sob o meu comando. [Ezequiel 28:14; Apocalipse 12:4]

ALGUMA COISA FALTAVA A VOCÊ?
Lúcifer: (reflexivo, diminuiu o tom de voz) Não, nada. [Ezequiel 28:13]

O QUE ACONTECEU QUE O AFASTOU DA FUNÇÃO DE MAIOR HONRA QUE UM SER VIVO PODERIA TER?
Lúcifer: Isso não aconteceu de repente. Um dia eu me vi nas pedras (como espelho) e percebi que sobrepujava os outros anjos (talvez não a Miguel ou Gabriel) em beleza, força e inteligência. Comecei então a pensar como seria ser adorado como deus e passei a desejar isto no meu coração. Do desejo passei para o planejamento, estudando como firmar o meu trono acima das estrelas de Deus e ser semelhante a Ele. Num determinado dia tentei realizar meu desejo, mas acabei expulso do Santo Monte de Deus. [Isaías 14:13,14; Ezequiel 28: 15-17]

O QUE DETONOU FINALMENTE A SUA REBELIÃO?
Lúcifer: Quando percebi que Deus estava para criar alguém semelhante a Ele e, por conseqüência, superior a mim, não consegui aceitar o fato. Manifestei então os verdadeiros propósitos do meu coração. [Isaías 14:12-14]

O QUE ACONTECEU COM OS ANJOS QUE ESTAVAM SOB O SEU COMANDO?
Lúcifer: Eles me seguiram e também foram expulsos. Formamos juntos o império das trevas. [Apocalipse 12:3,4]COMO VOCÊ ENCARA O HOMEM?Lúcifer: (com raiva) Tenho ódio da raça humana e faço tudo para destruí-la, pois eu a invejo. Eu é que deveria ser semelhante a Deus. [1Pedro 5:8]

QUAIS SÃO SUAS ESTRATÉGIAS PARA DESTRUIR O HOMEM?
Lúcifer: Meu objetivo maior é afastá-los de Deus. Eu estimulo a praticar o mal e confundo suas idéias com um mar de filosofias, pensamentos e religiões cheias de mentiras, misturadas com algumas verdades. Envio meus mensageiros travestidos, para confundir aqueles que querem buscar a Deus. Torno a mentira parecida com a verdade, induzindo o homem ao engano e a ficar longe de Deus, achando que está perto. E tem mais. Faço com que a mensagem de Jesus pareça uma tolice anacrônica, tento estimular o orgulho, a soberba, o egoísmo, a inimizade e o ódio dos homens. Trabalho arduamente com o meu séquito para enfraquecer as igrejas, lançando divisões, desânimo, críticas aos líderes, adultério, mágoas, friezas espirituais, avareza e falta de compromisso (ri às escaras). Tento destruir a vida dos pastores e sacerdotes, principalmente com o sexo, ingratidão, falta de tempo para Deus e orgulho. [1Pedro 5:8; Tiago 4:7; Gálatas 5:19-21; 1 corintios 3:3; 2 Pedro 2:1; 2 Timóteo 3:1-8; Apocalipse 12:9]

E SOBRE O FUTURO?
Lúcifer: (com o semblante de ódio) Eu sei que não posso vencer a Deus e me resta pouco tempo para ir ao lago de fogo, minha prisão eterna. Eu e meus anjos trabalharemos com afinco para levarmos o maior número possível de pessoas conosco. [Ezequiel 28:19; Judas 6; Apocalipse 20:10,15]

MEDITE NESSA MENSAGEM. VEJAM QUE FOI ELABORADA COM BASE NOS VERSÍCULOS BÍBLICOS, POR ISSO É UMA ILUSTRAÇÃO DA MAIS PURA VERDADE."COMO DIZ O ESPÍRITO SANTO: HOJE, SE OUVIRDES A SUA VOZ, NÃO ENDUREÇAIS OS VOSSOS CORAÇÕES." HEBREUS 3:7,8"Ninguém tem maior amor do que este: de dar a Sua vida em favor dos Seus amigos." João 15:13

fonte:www.cacp.org.br/estudos/artigo.aspx?lng=PT-BR&article=2348&menu=7&submenu=3

sexta-feira, 2 de abril de 2010

O PREÇO

Ide; eis que eu vos mando como cordeiros ao meio de lobos (Lc 10:3)


Ao longo de mais de dois mil anos de existência da igreja do Senhor, o missionário tem pago um preço enorme para proclamar o nome de Jesus Cristo entre povos e etnias ao redor dos cinco continentes da terra. Entretanto temos a palavra consoladora do salmista que diz: Aquele que leva a preciosa semente andando e chorando, voltará sem dúvida, com alegria, trazendo consigo os seus molhos. (Sl 126:6).
O apóstolo Paulo em sua segunda Carta à igreja em Corinto, relata uma série de lutas pelas quais teve que passar ao longo do seu ministério para proclamar o verdadeiro evangelho da glória de Cristo. Ele começa dizendo que experimentou prisões, açoites, apedrejamento, fome, frio, nudez, etc., entretanto nunca desanimou, ao contrário estava disposto a tudo para cumprir seu ministério. Ele nos dá exemplo de sua chamada para obra missionária, observe suas palavras: “Mas em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira e o meu ministério que recebi do meu Senhor Jesus para dar testemunho do evangelho da graça de Deus” (At 20:24).
O Apóstolo Tiago do Colégio Apostólico de Jesus Cristo - irmão de João – Faz parte da geração pós-pentecostes. Uma das colunas da novel igreja do Senhor pregou a palavra de Deus a Jerusalém e Judéia. Foi morto por Herodes.
Policarpo, Pastor da Igreja em Esmirna – Ele formava o último elo com aqueles que haviam visto Jesus Cristo na carne, pois havia se sentado aos de pés de João, o discípulo amado. Pastoreou a igreja por 50 anos. Conhecido na Ásia como destruidor de deuses. Foi queimado vivo aos 86 anos, mas não negou sua fé.
Outros heróis pagaram com a própria vida o preço por semear a palavra de Deus em momentos e em países onde há rigorosa restrição a pregação do evangelho de Cristo.
Haik Hovsepian Mehr – Pastor da Assembléia de Deus iraniana era uma liderança inconteste, muitos de seus sermões podiam ser assistidos pela internet. Tinha uma forte influência sobre os evangélicos em seu país. Foi martirizado em janeiro de 1994. Sua família encontra-se refugiada na Áustria.
Mais recentemente o Pr. Ugur Yuksel, Necati Aydin – Em um terrível ataque contra uma pequena comunidade de cristãos na Turquia, cinco jovens muçulmanos turcos cortaram a garganta de três cristãos protestantes. O crime aconteceu em uma livraria cristã, no sudeste da província de Malatya, no dia 18 de abril de 2007.
Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte todo dia; fomos reputados com ovelhas para o matadouro (Rm 8:36).
Estes exemplos não estão nos anais da Igreja Primitiva e da História por simples acaso. Devem ser encarados como motivação para nós, pois por onde eles passaram, a história mudou, assim como Jesus quando passou por aqui.
Disse Jesus: Os campos estão brancos, mas os cefeiros são poucos! Não seja um expectador da história da Igreja. Seja um modificador da história da humanidade.

Pr. Anísio do Nascimento
fonte:http://www.meg.org.br/wmview.php?ArtID=352

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Sem anos de indigenismo

Meu nome é Sandra e sou índia do povo terena. Na minha tribo me chamam de Alyeté, que quer dizer pessoa meiga. Este ano o Brasil comemora cem anos de indigenismo. Um marco histórico. No entanto, esses anos não foram suficientes para desenvolver políticas públicas que atendessem de forma satisfatória a população indígena brasileira. Também, pudera. Antes das políticas de Rondon, o pioneiro indigenista, foram 400 anos em que o Brasil ignorou a presença do nosso povo, tratando-nos como um empecilho ao progresso.

De lá para cá, muitas coisas mudaram. Hoje, existem tratados internacionais de direitos humanos e o Brasil tem até um estatuto do índio, escrito em 1973, que já é considerado retrógrado e em muito não se aplica. A Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho, sancionada por meio de decreto pelo Presidente Lula em 2004, na teoria, assegura muitos direitos aos povos indígenas. O principal problema é levar esses direitos ao conhecimento dos nossos jovens. Uma caravana itinerante nas aldeias para oferecer cursos e oficinas sobre o assunto seria um bom começo.
Para mudar esse quadro, precisamos de uma base educacional melhor em nossas aldeias. Desde a preparação de professores até uma boa estrutura nas escolas. A partir do momento em que tivermos um ensino de qualidade, teremos mais força e legitimidade para lutar por nossos direitos já previstos e para reivindicar outros, de acordo com as nossas necessidades. A garantia do ensino superior para os jovens indígenas seria fundamental para isso. Assim, formaríamos médicos, enfermeiros, advogados e muitos outros profissionais para atuar em suas aldeias de origem.
Por muito tempo vivemos uma política integracionista. As pessoas achavam que os índios tinham de se integrar à sociedade ou viver de forma isolada. A palavra de ordem agora não é mais integração, mas sim interação. Hoje temos plena capacidade de decidir o que é melhor para nós. Se o índio quiser viver na floresta, virar um grande caçador e seguir com suas práticas religiosas ele tem esse direito. Se ele quiser professar outra religião, ir para a cidade, fazer uma faculdade, por exemplo, não deixará de ser índio. De acordo com dados do IBGE, desde o ano 2000, quase metade da população indígena brasileira já vive em centros urbanos. Porém, apesar de a forte presença indígena nas cidades grandes ser uma realidade, muitas vezes esses índios vivem à margem de duas sociedades. Não há políticas públicas que atendam as necessidades dos índios urbanos e o pior: quando vão buscar auxílio em órgãos indigenistas, muitas vezes não são reconhecidos como índios -- uma grande arbitrariedade.
Em nossas aldeias fomos acostumados com políticas assistencialistas. Em muitas, já não temos caça e pesca suficiente. Em outras tribos, o plantio é proibido por restrições governamentais das terras. Infelizmente, fomos acostumados a viver de doações de cestas básicas e roupas usadas. Para que possamos ter uma vida digna, precisamos de projetos que visem a sustentabilidade. Até lá, ainda viveremos sem anos de indigenismo, independente das comemorações.
Hoje, somos cerca de 227 povos no Brasil. Cada um com suas peculiaridades, língua e costumes. Quero desafiar os jovens a fazerem algo prático pelos povos indígenas brasileiros. Desde ir às aldeias até enviar um simples e-mail, o que faz muita diferença quando há resistência política no Congresso.


• Sandra Terena, 27 anos, é jornalista, especialista em comunicação audiovisual e vice-presidente da ONG Aldeia Brasil (para saber mais sobre o indigenismo ou se tornar parceiro, escreva para contato@aldeiabrasil.org).

fonte:http://www.ultimato.com.br/pg=show_artigos&artigo=2537&secMestre=2563&sec=2571&num_edicao=322

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

O drama da cruz: No jardim do Getsêmani nossa salvação estava por um fio -- mas o fio era de aço!

“Jesus teve as mesmas tentações que nós temos, ainda que ele nunca cedeu a elas nem pecou” -- é o que diz a Bíblia (Hb 4.15, BV). Porém, nenhum de nós passou por uma tentação tão difícil como a que ele experimentou na madrugada de seu último dia de vida.


O momento da tentação
Aconteceu logo após o programa da reunião de despedida realizada no cenáculo de Jerusalém na noite de quinta para sexta-feira. Logo após o lava-pés, a celebração da Páscoa, a instituição da Santa Ceia, a exortação “não se perturbe o coração de vocês”, a promessa de outro Consolador, o discurso da Videira verdadeira, o adeus final, a oração intercessória e o cântico de um dos salmos.

O ambiente da tentação
Em certa altura do Monte das Oliveiras, a 830 metros de altura, fica o Jardim do Getsêmani, do outro lado do ribeiro Cedrom, lugar onde costumeiramente Jesus e seus discípulos oravam (Jo 18.2). Foi exatamente ali que aconteceu a última e mais feroz tentação de Cristo. O fato de ter sido num jardim lembra o jardim do Éden, onde se deu a primeira tentação da história humana, quando o pecado entrou no mundo. O detalhe de que o Getsêmani ficava do outro lado de Cedrom (Jo 18.1), lembra a experiência mais dramática de Jacó, quando ele lutou com Deus e venceu, do lado de cá do ribeiro Jaboque. Era um ambiente aberto e bucólico, numa madrugada de lua cheia.

As andanças de Jesus
Logo na entrada do jardim, Jesus deixa alguns discípulos no ponto “A” e leva outros três para o ponto “B”, um pouco mais na frente. Em seguida, sozinho, avança mais um pouco e chega ao ponto “C”. Depois, faz duas vezes o percurso de ida e volta entre o ponto “C” e o ponto “B”. Ele parece agitado. O que era muito razoável, já que, nos momentos seguintes, ele seria traído com um beijo, negado três vezes pelo próprio Pedro, condenado como réu de morte por um tribunal religioso, açoitado, espancado, ridicularizado (cruz de espinhos na cabeça e cetro de caniço na mão direita), entregue para ser morto pela justiça romana e pregado numa cruz. Se ele não estivesse disposto a beber o cálice, nada disso aconteceria.

Oscilações de humor
Ao chegar ao ponto “B”, na companhia de Pedro, Tiago e João, Jesus “começa a entristecer-se e a angustiar-se” (Mt 26.37). Antes, ele não estava nem triste nem angustiado, a ponto de afirmar aos seus discípulos, enquanto no cenáculo: “Tenho-lhes dito estas palavras para que a minha alegria esteja em vocês e a alegria de vocês seja completa” (Jo 15.11). Com Ana, mulher de Elcana e mãe de Samuel, aconteceu o inverso: ela passou da tristeza para a alegria depois de ter orado no templo (1Sm 1.18).

Desabafo
Nunca ninguém fez o que Jesus faz na parada do meio (o ponto “B”). O Verbo feito carne, a imagem visível do Deus invisível, o enxugador de lágrimas alheias, o Todo-poderoso que acalma o mar e repreende o vento, o perdoador da mulher adúltera e da mulher pecadora, o médico dos médicos, o ressuscitador de mortos -- abriu seu coração com Pedro, Tiago e João e desabafou: “A minha alma está profundamente triste até a morte” (Mt 26.38). O texto é mais dramático na NTLH: “A tristeza que estou sentindo é tão grande, que é capaz de me matar”.

Trinta metros adiante
Enquanto os três amigos não conseguem vencer o sono, Jesus, a sós no ponto “C”, encosta a parte mais alta do corpo no chão e ora ao seu Pai: “Meu Pai, se for possível, afasta de mim este cálice; contudo, não seja como eu quero, mas sim como tu queres” (Mt 26.39). O teor dessa oração, que seria repetida duas vezes, mostra qual é a tentação pela qual Jesus está passando. É uma tentação atroz: a vontade surpreendente de não beber o cálice transbordante da ira de Deus que iria atingir o ser humano por culpa do seu pecado, caso ele não o bebesse. Alguns dias antes, estando ainda em Cesareia de Filipe, ao norte da Galileia, ele havia sido tentado por Pedro a ter compaixão de si mesmo e evitar a cruz (Mt 16.21-23).

Oração submissa
Embora totalmente livre e soberano, Jesus autoriza: “Não seja feito o que quero [no presente momento da tentação], mas o que tu queres” (Mt 26.39, 42). Em outras palavras, Jesus está dizendo: “Eu quero a tua vontade e não a minha” (BV). Jesus é coerente com o modelo de oração que ele havia ensinado: “Venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, assim na terra [no jardim do Getsêmani, aqui e agora] como no céu” (Mt 6.10). No início daquela semana, pouco depois da entrada triunfal em Jerusalém, Jesus já estava afirmando sua submissão ao sacrifício: “Agora, está angustiada a minha alma, e que direi eu? Pai, salva-me desta hora? Mas precisamente com este propósito vim para esta hora” (Jo 12.27).

Tentação absurda
Já que sacrifícios e holocaustos de animais não podem em absoluto remover pecados, Jesus, antes mesmo de sua encarnação, havia se oferecido para entregar seu próprio corpo como oferta definitiva pelo pecado: “Estou aqui, ó Deus, venho fazer a tua vontade” (Hb 10.7, NTLH). Agora, no Getsêmani, uma vontade contrária e circunstancial muito forte toma conta dele. Todo o esquema de salvação, na antiga e na nova aliança, fica dependurado por um fio. Tornam-se tremendamente incertas a justificação, a santificação e a glorificação do miserável pecador!

Totalmente impossível
É verdade que Jesus usou a condicional “se possível” na oração do Getsêmani. Mas não era possível, a bem do pecador, afastar de Jesus o cálice da salvação. Desde o Jardim do Éden, desde a queda, “não havendo derramamento de sangue, não há perdão de pecados” (Hb 9.22, NTLH). Nossa redenção não é por meio de coisas perecíveis como prata ou ouro, “mas pelo precioso sangue de Cristo, como um cordeiro sem mancha e sem defeito”, planejada antes da criação do mundo (1Pe 1.18-21). É o sangue de Jesus que nos purifica de todo pecado (1Jo 1.7). Todo o processo depende de Jesus, dependia da cruz. Jesus não podia falhar -- e não falhou.

Gotas de sangue
O sofrimento é tão grande que o suor de Jesus fica vermelho, transforma-se em gotas de sangue cai no chão, onde está o seu rosto (em termos médicos, o que acontece é uma hematidrose). O sofrimento é tão grande que Jesus resolve orar mais intensamente (a oração é um recurso para ele e para nós, em qualquer drama). O sofrimento é tão grande que vem ao seu encontro um anjo do céu que o conforta e lhe dá bom ânimo, ajuda indispensável para quem precisa vencer uma batalha ou uma tentação. Trinta e poucos anos antes, uma multidão do exército celestial havia irrompido nos céus de Belém para comunicar e festejar o nascimento de Jesus (Lc 2.13-14).

Tentado, mas não vencido
De repente, a vontade espúria diminui e desaparece, e a vontade legítima volta a vingar e prevalece. A tempestade passa, a crise acaba, a tentação é vencida e o processo de salvação continua. Jesus levanta a cabeça, reúne os discípulos, entrega-se corajosamente aos seus algozes, caminha para a cruz, toma sobre si a iniquidade de todos nós, derrama sua alma na morte e realiza plenamente o seu projeto! O fio no qual a nossa salvação estava dependurada não se rompe. A expiação dos nossos pecados foi tão plenamente cumprida que o véu do templo, naquele mesmo dia, se rasgou por inteiro de alto a baixo! Aleluia!

fonte: Editora Ultimato - Caixa Postal 43 - 36570-000 - Viçosa-MG

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

A existência de Deus está associada ao dia do julgamento final

Nem todos os ateus morrem ateus. Nem todos os crentes morrem crentes. Uns precisam de ajuda para crer, outros precisam de ajuda para não deixar de crer. Parece que a necessidade de um não é maior do que a necessidade do outro.
Em sua misericórdia, para se revelar ao ser humano, Deus pode fazer coisas espantosas, como transformar em cobra o bastão de Moisés, o que aconteceu no monte Sinai (Êx 4.3), e coisas quase ingênuas, como o “sussurro calmo e suave” que soprou ao redor de Elias no mesmo monte Sinai muitos anos depois (1Rs 19.12).


Em geral, o problema maior dos que não creem e dos que não querem continuar crendo não é a incredulidade, mas a rebeldia. Se Deus existe, ninguém pode ficar à vontade e sentir-se bem. É mais fácil crer em Deus do que submeter-se a ele. Foram a idolatria e a depravação que suprimiram a verdade no mundo antigo: mesmo tendo enxergado os atributos invisíveis de Deus através da criação, mesmo “tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe renderam graças, mas os seus pensamentos tornaram-se fúteis e o coração insensato deles obscureceu-se” (Rm 1.21).
Outra séria implicação da existência de Deus é a desconfiança do seu acerto de contas com os impenitentes que rejeitam deliberadamente a graça manifestada em Cristo. Alguém já disse que “há poucas coisas na Bíblia tão fortemente enfatizadas como a realidade [não a desconfiança] da ação de Deus como juiz”. Um Deus que não pune os crimes cometidos debaixo do pano ou debaixo do sol por indivíduos, por organizações e por nações, seria cúmplice desses mesmos crimes e estaria desmoralizado para sempre. A existência de Deus está associada ao dia do julgamento universal. Crer nele significa crer também na vitória do bem sobre o mal.

À vista de assuntos tão sérios, Ultimato achou por bem fazer propaganda ostensiva e amável de Deus nesta edição.

Editora Ultimato - Caixa Postal 43 - 36570-000 - Viçosa-MG

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

O VERDADEIRO SENTIDO DO NATAL

O verdadeiro sentido do natal começa com as promessas que DEUS fez a humanidade que se encontra na bíblia sagrada em vários livros do antigo testamento. Livro de (Genesis 3:15) “e porei inimizade entre ti e a mulher e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.”
Livro de (ISAIAS 7;14) “Portanto o mesmo senhor vos Dara um sinal: eis que a virgem conceberá, e dara á luz um filho, e chamara o seu nome Emanuel”. O livro de (MIQUÉIAS 5;2-3) “E tu Belém efrata, posto que pequena entre os milhares de Judá, de ti me sairá o que governará em Israel, e cujas saídas são desde os tempos antigos, deste os dias da eternidade. Portanto os entregará até ao tempo em que a que está de parto tiver dado á luz; então o restante de seus irmãos voltará aos filhos de Israel”. Antes destas promessas a bíblia revela que DEUS criou o mundo e todas as coisas que há no mundo, após termina DEUS criou o homem e a mulher a sua imagem e semelhança para ser o pináculo da criação “e disse DEUS façamos o homem a nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo réptil que se move sobre a terra.” (GN:1;26) obviamente DEUS não nos criou exatamente como ele, por que DEUS não possui corpo físico e nem nos teu os seus atributos. O homem é o reflexo da sua gloria. Tendo a capacidade de refletir seu caráter através do amor, perdão, da paciência, bondade e fidelidade, em termos limitado as mesma qualidades racionais, mentais, emocionais, morais e espiritual característica pessoais que DEUS tem e, por isso, pode comunicar-se com ele.


A bíblia relata que o senhor deixou o homem e a mulher no jardim do éden e disse o SENHOR DEUS que comesse de todas as arvores do jardim, porém a que se encontra no meio do jardim não comesse, por que se comesse certamente morreria, assim avisado do perigo o homem e a mulher desobedeceu a DEUS comendo da arvore da vida, e na mesma hora abre-se os olhos de ambos para o pecado conhecendo entre o bem e o mal, e como o SENHOR os advertiu, entrou a morte, física e espiritual para todos os homens “portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram” (RM 5:12). E daí em diante o homem se tornou a imagem e semelhança de adão “e Adão viveu cento e trinta anos, e gerou um filho a sua semelhança, conforme a sua imagem, e pôs-lhe o nome de sete” (GN 5:3), “no entanto, a morte reinou desde adão até Moises, até sobre aqueles que não tinham pecado a semelhança da transgressão de Adão, o qual é a figura daquele que havia de vir” (RM 5;14).


Todos são descendentes da família de Adão; essa hereditariedade nos garante a morte. Todos nós colhemos os resultados do pecado de Adão. Herdamos sua culpa, sua natureza pecaminosa e a punição de DEUS. Entretanto por causa de JESUS, podemos trocar o castigo pelo perdão.


O sentido do natal, JESUS CRISTO de Nazaré o salvador da humanidade filho do DEUS altíssimo que veio ao mundo para salvar o que havia se perdido e assim veio reconciliar o homem com DEUS dando a oportunidade ao homem a vim ter novamente a imagem do DEUS altíssimo. “E Dara á luz um filho e chamarás o seu nome JESUS: porque ele salvará o seu povo dos seus pecados” (MT 1;21) Que grande misericórdia tem o Senhor nosso DEUS por nos perdoa dos nossos pecados, por dar seu único filho JESUS CRISTO para vim a terra morrer por mim e por você, não somos merecedores, o único pai que dar seu filho por uma nação rebelde, devassa, desviada dos princípios de DEUS, quão grande é o SENHOR, poderoso, misericordioso, para com nós, o que estamos esperando para reconhecer o seu grande amor “e disse lhe Pedro: arrependei-vos e cada um vós seja batizado em nome de JESUS CRISTO para o perdão dos pecados, e recebereis o dom do ESPIRITO SANTO.” (AT 2;38) “Se com a tua boca, confessares ao Senhor JESUS e, em teu coração, creres que DEUS o ressuscitou dos mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação.” (RM 10: 9-10).


Este e o tempo oportuno de comemorar o nascimento do salvador, sabedor que a bíblia não relata a data do nascimento de JESUS. Mas nem por isso deixemos de comemorar esta data representativa de grande valor para a humanidade. E agradece a JESUS por tudo que vez por nós se esvaziando de si mesmo, ser o DEUS encarnado entre nós sofrendo tentação mais não cedeu, angústia, tribulações, foi traído, sofreu nossos pecados naquela cruz até a morte “Mas esvaziou-se de si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e achado na forma de homem, humilho-se a si mesmo, sendo obediente até a morte, e morte de cruz” (FP 2:7-8).


Que grande presente a humanidade recebeu, pelos sofrimentos do Messias hoje temos o caminho da salvação, Através da morte de Cristo foi paga nossa dívida pelo pecado (a substituição vicária de Cristo em nosso lugar) “assim também cristo, oferencendo-se uma vez para tirar os pecados de muitos, sem pecado, aos que esperam para a salvação” (HB9:28). Que o homem venha reconhecer este grande presente que nos é dado, reconhecendo JESUS CRISTO como único suficiente salvador de nossas almas.


 “POR QUE UM MENINO NOS NASCEU, UM FILHO SE NOS DEU, E O PRINCIPADO ESTÁ SOBRE OS SEUS OMBROS, E SE CHAMARA O SEU NOME: MARAVILHOSO, CONSELHEIRO, DEUS FORTE, PAI DA ETERNIDADE, PRINCIPE DA PAZ” (IS 9:6)


 “POR QUE PELA GRAÇA SOIS SALVOS, POR MEIO DA FÉ; E ISTO NÃO VEM DE VÓS, É DOM DE DEUS. NÃO VEM DAS OBRAS, PARA QUE NINGUÉM SE GLORIE.” (EF 2:8-9)


paulo de tarso

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Cristo, dor, sangue e morte

Se pudéssemos contemplar o passado da cristandade sem as lentes limitadas da história, como uma espécie de viajem no tempo, acredito que a religiosidade de muitos, iria se prostrar a verdadeira fé professada até a morte pelos os pais da igreja. Quão diferente seríamos se os nossos pés tocassem, ainda que só por alguns momentos, as areias da arena do grande Coliseu, palco que presenciou momentos de grande crueldade contra os filhos de Deus.

A nossa liberdade foi comprada com sangue. O pão e o vinho teriam um simbolismo mais forte, e a santa ceia seria celebrada como realmente santa, e não mais como uma mera liturgia se todos considerassem que somos filhos de um "doloroso parto".
Os cultos perderiam o caráter antropocêntrico que lamentavelmente adquiriram em virtude da glamorização gospel, e de panacéia, nossas reuniões passariam a ser um encontro real e sagrado com Deus .
Não sou saudosista, e nem tampouco cético em relação à existência de cristãos fiéis e verdadeiros no exercício de sua fé. Muito pelo contrário, acredito sim que nesses tempos de "esfriamento do amor" ainda há tochas que não se apagam por nada. No entanto, quando penso que Estevão em meio a uma saraivada de pedras conseguiu ver os céus abertos e contemplar a glória de Deus , e que nem mesmo a dor que sentia era capaz de sobrepujar a alegria de estar morrendo pela causa do evangelho, peço a Deus que aumente minha fé.
Tertuliano disse: "O sangue dos Mártires é a semente dos cristãos". É lastimável que tais sementes não sejam lembradas nos discursos de muitos líderes "espirituais", que pregam um evangelho heterogêneo e de auto-ajuda. Evangelho este, desbotado pela cobiça e pela vontade de potência humana. Esqueceram que o berço do filho de Deus foi em uma manjedoura , e que o evangelho consumou-se em uma cruz.
Os olhos da humanidade cegados, não conseguem ver nada de excelente nisto. E muito menos seu intelecto seria capaz de compreender, pois este jaz em uma moral rigidamente hedonista.
Mas jamais, jamais te esqueças ao entrar no santuário, ao ir para o trabalho, quando estiver no ônibus, na escola, enfim em qualquer lugar: Cristo, dor, morte e sangue, são as verdadeiras substâncias de toda nossa história cristã.

fonte: Por: Oseias Marques Padilha, Editora Ultimato - Caixa Postal 43 - 36570-000 - Viçosa-MG

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Para não viver em vão

Ricardo Gondim
Clint Eastwood produz e dirige filmes densos, especialmente os que lidam com o abuso de crianças. Gostei da trama de “A Troca” (“Changeling”), baseado em fatos reais. Um garoto desaparece enquanto a mãe, divorciada, trabalha algumas horas extras no sábado. Para encontrar o filho, Christine, personagem encenada por Angelina Jolie, precisa enfrentar sozinha a corrupta máquina policial de Los Angeles e ainda tem de manter o emprego, apesar da solidão e do desespero pelo sumiço do menino.

O pastor presbiteriano Rev. Gustav Briegleb (John Malkovich), que lutava contra a violência policial, se une a Christine em sua luta contra a politização do Xerife que deveria cuidar da segurança pública. A militância de Briegleb é ética, corajosa e persistente. No final, enquanto projetavam as explicações finais sobre os desdobramentos do que aconteceu no filme, desabafei: “Quando crescer, quero ser igual a esse pastor”. O ministério de Briegleb desencadeou mudanças profundas nas leis da cidade. A obstinação de um homem salvou a vida de milhões de pessoas que ainda nem tinham nascido.

Fui ordenado ao ministério em 1977. Desde então, trabalho com evangelização, missões urbanas e plantação de igrejas. Preguei milhares de sermões, participei de centenas de congressos, mesas-redondas e seminários. Comparo-me ao que Jesus disse aos primeiros discípulos: “Vocês não me escolheram, mas eu os escolhi para irem e darem fruto, fruto que permaneça” (Jo 15.16). Conto os anos de ministério, vejo que o meu futuro é mais curto que o passado e me pergunto: “Qual a pertinência do meu esforço? O fruto do meu ministério permanecerá?”.

Não pretendo terminar os dias desempenhando as funções sacerdotais como mero sacerdote que batiza, celebra ritos de passagem e enterra os mortos. Não almejo acomodar-me à função de xamã. Não tolero o papel de “baby-sitter” de crentes burgueses, sempre ávidos por bênçãos.

É possível encontrar muitos cristãos em movimentos populares que reivindicam reforma agrária. Porém os pastores, com certeza ocupados com a máquina religiosa, não dispõem de tempo para se aliarem aos oprimidos pela burocracia estatal, que perpetua a injustiça. Poucos se atrevem a sair do conforto das catedrais para defender o meio ambiente.

Como pastor pentecostal, inquieto-me com o massacre da teologia da prosperidade, que ocupa a maior parte do culto com promessas de bênção. Não gosto de ver a instrumentalização de quase todo esforço missionário para fazer proselitismo, em nome de uma evangelização.

Pastores semelhantes a mim vivem a responder a questiúnculas sobre doutrina, a legislar sobre moralismos e a apagar fogo de contendas entre os membros de suas comunidades. O discipulado desaparece na catequese que tenta adequar as pessoas às demandas religiosas. O resultado é trágico e o testemunho cristão, pífio.

Por todos os lados pipocam sinais de que os evangélicos começam a repensar a teologia fundamentalista que lhes serviu de suporte. Agora urge fazer o dever de casa com a eclesiologia. O significado de ser igreja em áreas cosmopolitas tem de ser mais bem avaliado. Os paradigmas atuais sufocam o surgimento entre os evangélicos de gente como Martin Luther King ou Dorothy Stang.

Caso não mexamos com os conceitos fundamentais da teologia da missão, continuaremos repetindo fórmulas desgastadas. Resgatar pessoas do inferno, garantir o céu, mas esquecer a “plenitude da vida” diminui brutalmente o mandato cristão. O tempo gasto das pessoas, os recursos financeiros aplicados, a mobilização de talentos, não podem ser desperdiçados. A função da igreja é também resgatar vidas, proteger os indefesos da burocracia estatal, da opressão do mercado e até da frieza eclesiástica.

Como cuidei basicamente de igrejas urbanas, lamento o tempo perdido com a máquina religiosa. Fui absorvido por programações irrelevantes. Defendi teologias desconexas da existência. Fiz promessas irreais. Discuti ideias estéreis. Corri em busca de glórias diminutas. O tempo é uma riqueza não renovável, portanto, resta-me lamentar tanto esforço para tão pouco resultado.

Entreguei-me de corpo e alma à oração, fiz vigílias, jejuei. Ralei os joelhos em busca de uma espiritualidade eficiente. Acreditei piamente que a maturidade humana aconteceria pelo caminho da piedade religiosa. Ledo engano. Muitos companheiros de oração se levantaram ferozmente contra mim.

O mundo passa por mudanças radicais e as igrejas, se quiserem ser relevantes, precisam repensar seu papel na sociedade. Se não quiserem sucumbir à tentação de serem meros prestadores de serviços religiosos, os pastores precisam abrir mão de egolatrias tolas como o fascínio por títulos. É tolice brincar de importante usando o nome de Deus.

O descrédito do cristianismo ocidental se tornou agudo nos últimos 20 anos. Urge que os pastores revejam os seus sermões e se questionem se pregam conceitos relevantes em uma sociedade profundamente injusta, cruel e opressiva. Não fazer nada custará muito à próxima geração. Mais jovens se fatigarão prematuramente. E os idosos morrerão com o gosto amargo de terem gastado a vida em vão. O que seria muito triste.

“Soli Deo Gloria”.

FONTE: REVISTA ULTIMATO,Edição 317, Março-Abril 2009

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Tendas de Tarso


No sul da Turquia, próxima do mar Mediterrâneo e da fronteira da Síria, está a cidade de Tarso, famosa por ter sido berço do apóstolo Paulo. Tarso não está ligada a missões apenas por ter dado ao mundo o maior missionário dos dias apostólicos, mas também por ter dado origem à expressão “fazedores de tendas”, usada no universo das missões, e que veio a reboque da vida do mesmo apóstolo. O teólogo James Packer, no livro “O Mundo do Novo Testamento”, faz a seguinte afirmação: “Paulo escolheu uma indústria típica de Tarso, fabricar tendas de tecido de pêlo de cabra”. Enquanto viajava pelos principais centros do império, sua subsistência vinha em grande medida dessa profissão, já que a situação da igreja naqueles dias difíceis não lhe permitia bancar todas as viagens do apóstolo.




Hoje, em certos territórios fechados e hostis ao evangelho, não se pode entrar como missionário nem, muito menos, anunciar Jesus Cristo abertamente. É aí que entram os “fazedores de tendas”, homens e mulheres que, sem ostentar o título de missionários, conseguem chegar a essas terras proibidas na condição de profissionais civis, geralmente de diversas áreas técnicas, de saúde, ou ensino, e pregar por meio do exemplo, do caráter e do amor demonstrados, sondando as circunstâncias em que podem arriscar-se a falar de Jesus.
 
Seja nos lugares proibidos, seja nos permitidos, no exterior distante ou em nosso próprio país, como missionários no campo ou leigos na cidade onde moramos, somos todos convocados a estender o alcance do reino de Deus: “Alarga o espaço da tua tenda; estenda-se o toldo da tua habitação, e não o impeças” (Is 54.2).




FONTE: revista Ultimato, Edição 316, Janeiro-Fevereiro 2009.

Paul Washer - Não Conhecemos o Evangelho de Jesus Cristo